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Curiosidades sobre o jateamento com gelo seco: da NASA às linhas de produção modernas

Curiosidades sobre o jateamento com gelo seco: da NASA às linhas de produção modernas

Curiosidades sobre o jateamento com gelo seco: da NASA às linhas de produção modernas

Quando falamos em jateamento com gelo seco, muita gente ainda pensa em algo novo ou restrito à limpeza industrial. Mas a verdade é que essa tecnologia tem uma história fascinante e até mesmo a NASA já estudou seu uso em missões espaciais.

O jateamento com gelo seco é uma daquelas soluções que unem ciência, eficiência e sustentabilidade, mostrando como inovação e limpeza podem caminhar lado a lado.

A seguir, conheça as principais curiosidades e fatos sobre essa tecnologia que está transformando a forma como a indústria cuida de seus equipamentos.

Uma tecnologia nascida da necessidade de limpeza sem danos

O conceito surgiu da busca por um método de limpeza técnica e não abrasiva, capaz de remover sujeiras, graxas e tintas sem desgastar o material original. Nos anos 1980 e 1990, pesquisadores começaram a usar o dióxido de carbono (CO₂) em forma sólida o famoso gelo seco, a –78 °C como alternativa aos solventes e abrasivos tradicionais.

O resultado foi um método revolucionário:

As partículas impactam a superfície, causam um choque térmico, e sublimam instantaneamente (passam do estado sólido para o gasoso), sem deixar resíduos.

A curiosa ligação com a NASA

O uso do jateamento com gelo seco chamou atenção da NASA justamente por sua eficiência e segurança. Na década de 1990, a agência pesquisou a tecnologia como alternativa para limpar componentes aeroespaciais e estruturas sensíveis sem danificá-las.

Um dos relatórios mais conhecidos é o estudo “Cleaning By Blasting With Pellets Of Dry Ice” (1993), publicado pela NASA, que descreve o uso de jatos de gelo seco para remover revestimentos e contaminantes de superfícies metálicas e compostas sem solventes tóxicos ou abrasivos. O documento mostra que o processo poderia ser usado até em peças que iriam para o espaço.

Fonte: NASA Technical Reports Server – Cleaning By Blasting With Pellets Of Dry Ice (1993)

Dois anos depois, a NASA voltou a abordar o tema no relatório “CO₂ (Dry Ice) Cleaning System” (1995), detalhando como os pellets de gelo seco acelerados por ar comprimido poderiam substituir métodos tradicionais de limpeza de superfícies críticas, com menos resíduos e impacto ambiental.

Fonte: NASA Technical Reports Server – CO₂ (Dry Ice) Cleaning System (1995)

Esses estudos ajudaram a popularizar a técnica e inspiraram seu uso em outros setores da indústria automotiva à alimentícia.

Do espaço para o chão de fábrica

Hoje, o jateamento com gelo seco é amplamente utilizado em ambientes industriais por um motivo simples: ele limpa com precisão e segurança, sem comprometer o equipamento.

É ideal para:

  • Moldes de injeção plástica e borracha;
  • Linhas de pintura e montagem;
  • Painéis elétricos e eletrônicos;
  • Motores e máquinas em operação;
  • Estruturas metálicas e esteiras industriais.

Ou seja: a tecnologia que nasceu de pesquisas espaciais agora ajuda indústrias de todos os portes a produzirem com mais qualidade e menos paradas.

Impacto ambiental zero

Outro fator que chama atenção é o baixo impacto ambiental. O CO₂ utilizado no processo não é produzido artificialmente, mas reaproveitado de outras atividades industriais o que significa zero emissão adicional de carbono.

Além disso:

  • Não usa água;
  • Não usa solventes;
  • Não gera resíduos;
  • Dispensa descarte controlado.

O resultado é um processo limpo, seguro e alinhado com as metas de sustentabilidade e ESG.

Curiosidade extra: o frio que limpa

A temperatura do gelo seco é de aproximadamente –78,5 °C. Quando as microesferas atingem a superfície, ocorre uma microexplosão térmica que faz com que a sujeira se desprenda instantaneamente. Esse efeito é tão rápido que não chega a resfriar ou danificar o material original o que torna o processo perfeito para componentes delicados ou com tolerância mínima.

É literalmente o poder do frio limpando com precisão.

Tecnologia que une inovação e sustentabilidade

O jateamento com gelo seco representa o equilíbrio entre inovação, eficiência e responsabilidade ambiental. Sua aplicação vem crescendo não apenas pelo desempenho técnico, mas por estar em linha com as demandas de compliance e produção limpa que o mercado moderno exige. Empresas que adotam esse método reduzem custos, aumentam produtividade e ainda fortalecem sua imagem como organizações sustentáveis e tecnológicas.

Da pesquisa aeroespacial ao uso industrial cotidiano, o jateamento com gelo seco mostra que a inovação pode ser simples, eficiente e ecológica. Hoje, ele é a escolha de indústrias que valorizam tecnologia, sustentabilidade e resultados.

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